domingo, 14 de junho de 2009

Forjamento de Espada e a espada Japonesa


De todas as armas produzidas pelo homem, nenhuma supera a espada japonesa quando são analisados critérios artísticos, espirituais e práticos. Suas rivais européias de Toledo e Damasco não possuem todas suas virtudes, apesar de terem sido confeccionadas pelos melhores mestres existentes no Ocidente.

No Japão medieval existiram muitos tipos de armas. No início do século XI até o final do século XVI com as batalhas realizadas entre exércitos de senhores feudais rivais, o principal armamento era o utilizado em campo aberto ( lanças, flechas, naguinatas, etc.. ). Após a unificação do Japão por Tokugawa Ieyasu ( início do século XVII ) as batalhas campais acabaram e começou o período de duelos entre Samurais, neste momento a espada foi a arma mais usada, tamanha importância foi dada a ela que ocorreram dois fatos importantes em sua história: em 1588 o mais poderoso senhor feudal do Japão, Toyotomi Hideyoshi declara que somente os Samurais podiam portá-la, assim ele subtraiu-a do alcance dos comuns, reservando-a como privilégio único e exclusivo da classe guerreira, já a frase mais famosa relacionada a ela veio do Shogun Tokugawa Ieyasu, que disse " a espada é a alma do Samurai".

A espada sempre teve um valor importante na sociedade japonesa, seja como a arma de um samurai e o seu símbolo de poder e status até o fato de se acreditar que o espírito do samurai vivia nela. Outro fato importante é a representação do poder do imperador pela espada que ele recebe quando é empossado, segundo a lenda a espada foi dada pelo deus do sol, Amaterasu Omikarni ao seu neto, Ninigi-no Mikoto, quando este foi enviado para reinar na terra.

A espada japonesa mais conhecida é a katana, quando pensa-se em Samurais sempre é ela a lembrada, suas principais características são relacionadas principalmente à forma de sua lâmina, com curvatura ( mais ou menos acentuada ), de seção transversal cônica, com têmpera característica na região de corte, especificamente destinada a golpes de ceifa desfechados com insuperável velocidade. Os guerreiros também carregavam uma outra espada ( Wakizashi ), de tamanho menor que a katana, que era mais utilizada em combates em ambientes fechados ( castelos, florestas, etc.. ). O conjunto katana mais Wakizashi, quando juntas formavam o par chamado de Daishô, que era usado na cintura e representava o status máximo da Classe Samurai.

A manufatura da espada japonesa, não era um simples ato de fabricar um objeto para uma batalha ou utilização específica, o mestre-espadeiro colocava seu espírito em todas as fases de sua fabricação, chegando ao ponto de abster-se de sexo, bebidas, carne e da presença das pessoas comuns durante todo o processo. Seu ateliê era um santuário sagrado, o aço dobrado sobre si próprio em operações de forjamento sucessivo, o sentimento colocado em cada martelada, nas imersões na água, nas passadas na pedra de afiar, era um ato religioso que conferia um espírito à sua lâmina e a deixava viva com a energia de seu criador. Existe uma história que é relacionada ao espírito do artesão que era colocado nas fibras do aço: O mais famoso armeiro japonês foi Massamuné, conhecido pelo seu espírito bom, sempre que podia ajudava as pessoas de seu vilarejo, via suas obras como um objeto artístico e instrumento para a busca da paz, seu melhor discípulo foi Muramasa, que apesar de aprender toda a técnica da arte possuía um espírito ruim, devido a isso foi excluído. Conta-se que ao colocar duas espadas, uma de Massamuné e outra de Muramasa em um regato, quando folhas são jogadas na água, elas são atraídas para a lâmina da segunda e repelidas pela da primeira, isto é relacionado pelos estudiosos ao sentimento ruim que Muramasa colocava em suas lâminas.

A simbologia existente na katana é que a bainha representa o corpo físico, templo protetor, enquanto a lâmina, o espírito poderoso que quando utilizado com sabedoria realiza atos incríveis. Em mãos hábeis de um perito a espada japonesa pode cortar qualquer parte do corpo humano, um cano de metralhadora , ou uma folha de árvore caindo ao solo.

Em um tratado escrito no século XVIII sobre a arte da esgrima ( Tengu-geijutsu-ron ), que relatava principalmente os aspectos espirituais da arte, existe a orientação que o praticante deve conhecer tanto o lado técnico como o espiritual, e que a busca dos valores mais nobres deve ser feita procurando-se os sentimentos que brotam do fundo do coração. Quem pratica a arte das espadas deve corresponder, espontaneamente, à uma eventual situação, sem se irritar de modo algum por qualquer intenção externa. A reação deve ocorrer de imediato, como o espelho reflete a imagem. Através de inúmeros textos, principalmente Zen-Budistas, a consciência dos praticantes foi sendo moldada e a utilização do katana mudou de um fim quase sempre trágico de um duelo, para uma reflexão mais espiritual e certamente benéfica para a sociedade.

Com a mudança de alguns conceitos, principalmente relacionados a finalidade da prática da espada, mestres da esgrima começaram a colocar em suas escolas a importância da busca espiritual, não como meio próprio de iluminação, mas como um caminho da melhoria de vida de todas as pessoas. Nesta época surge a fase mais bonita da simbologia relacionada à katana, ela existiria para dar a vida e não para tirá-la, com o treino os alunos estariam buscando o que de melhor possuem, e assim poderiam contribuir melhor para seu aprendizado como pessoas que vivem em sociedade. Surge o Kendô ( O caminho da espada ) e as diversas artes marciais relacionadas à sua prática.

Infelizmente devido à alguns, a espada japonesa teve sua nobre simbologia denegrida pela sua utilização na Segunda Grande Guerra, quando oficiais japoneses decapitavam prisioneiros americanos ou britânicos, que eram amarrados e colocados de cócoras. Mesmo estas espadas não serem katanas autênticas, seus donos achavam que estavam praticando a arte dos Samurais, agindo cegamente por ignorância ou crueldade, eles esqueciam que pelo espírito do Bushidô ( Código de Honra Samurai ), um adversário devia ser enfrentado de frente, e pela frase do Shogun Tokugawa Ieyasu: " o inimigo deve ser enfrentado à distância da espada, de frente e com respeito ". Esta fase terrível é lembrada com tristeza pelos praticantes e conhecedores da arte da esgrima, mas não sujou o espírito existente que foi moldado por séculos de tradição, uma mostra disto é a crescente busca de informações sobre sua história e técnica existente hoje no Ocidente.

O Ressurgimento

Há apenas quarenta anos, acreditava-se que o oficio da criação de espadas japonesas estava fadado ao fim. Durante a ocupação americana no Japão do pós-guerra, os japoneses foram proibidos de fabricar ou de portar qualquer tipo de arma, inclusive espadas. Suas espadas foram confiscadas e destruídas em sua maioria, e outras foram levadas pelos americanos como souvenires. Os cuteleiros foram obrigados a procurar novos ofícios e com isso privaram gerações de absorver conhecimento sobre este oficio e pela primeira vez no Japão cessou a fabricação das espadas, exceto por algumas espadas feitas exclusivamente para rituais e ocasiões publicas.

O ofício sobreviveu a este período negro. Em 1953 depois que os americanos deixaram o Japão a proibição da fabricação das espadas foi retirada. Alguns cuteleiros da chamada "geração perdida" retornaram ao trabalho e com eles uma nova geração de aprendizes começou a surgir. Graças aos seus esforços o oficio emergiu novamente e na década de 80 ele está possivelmente mais ativo do que jamais esteve ao longo de vários séculos.

Todo este ressurgimento é fantástico, ainda mais para uma arte que é controlada pelo governo, aonde o número de espadas fabricadas por cada cuteleiro é limitada e aonde os aprendizes devem ter um número mínimo de anos de aprendizado com um professor licenciado para poder exercer o oficio.

As Espadas e seus Períodos

A tecnologia que levou ao desenvolvimento das espadas japonesas, provavelmente originou-se na China e chegou ao Japão através da Coréia. As espadas japonesas estão divididas em relação ao período em que foram feitas, está divisão é a seguinte: Espadas Koto ou Primeiras Espadas, Shinto ou Novas Espadas e Gendaito ou Espadas Modernas.

Koto

A tecnologia que levou ao desenvolvimento das espadas japonesas, provavelmente originou-se na China e chegou ao Japão através da Coréia. As primeiras espadas encontradas no Japão datam do século quinto.

Estas espadas chamadas chokuto são retas e possuem apenas um lado com corte. Algumas foram polidas e claramente feiras a mão. Acredita-se que essas espadas foram feitas na China. Algumas delas são tão finas que quando colocadas em paralelo ao chão entortam com seu próprio peso, acredita-se que eram utilizadas apenas em cerimoniais e não em batalhas.

Foi a partir do período Heian (794-1185), que ouve um grande avanço das técnicas do trabalho com o metal no Japão, e é a partir desse período que pode-se falar das espadas japonesas. Nesta época os guerreiros lutavam em cima de cavalos e por isso suas espadas eram longas. Além de longas elas eram curvadas, com uma base mais larga e forte até uma ponta bem fina. As espadas dessa época são chamadas de tachi e representam a é categoria das antigas espadas chamadas Koto, ou seja "espada antiga".

Neste período as inscrições nas espadas derivam de motivos Budistas, o que mostra a ligação forte do cuteleiro com a religião e com o seu trabalho.

No período Kamakura (1185-1333), o Japão estava sob o domínio de uma classe de guerreiros e por isso esta época é considerada a época de ouro da espada japonesa. Nesta época surgiu um novo estilo de espada o tanto, que era uma espada pequena desenvolvida para ser usada com apenas uma mão, em lutas corpo a corpo a pé.

No período Nanbokucho (1333-1392) a fabricação de espadas estava dividida em 5 escolas: Bizen, Yamashiro, Yamato, Mino e Soshu. Essas escolas são chamadas de Gokaden, as cinco tradições. A maioria das espadas do Japão é classificada como pertencentes a alguma dessas escolas.

No período Muromachi (1392-1568) ainda haviam no Japão varias lutas internas, a produção em massa de espadas fez com que a qualidade caísse, desenvolveu -se também neste período uma espécie de faca chamada uchigatama, pequena e curvada era perfeita para lutas em pequenos ambientes.

Shinto

Com o fim do período Muromachi e o começo do período Momoyama a principal evolução observada com relação as espadas foi a utilização pelos samurais de um par de espadas, sendo uma menor chamada de wakizashi e outra maior chamada de katana. Estas espadas apresentam características diferentes das espadas Koto, como o brilho e a textura do metal e é por isso que estas espadas não se encaixam nas cinco escolas do Gokaden e por isso algumas vezes são consideradas como pertencentes a uma sexta escola, a Shinto ou Nova Espada. Nesta época ao invés dos cuteleiros ficarem fixos em um localidade, eles seguiam com os exércitos para estarem disponíveis sempre que necessário. Foi a partir deste período que a arte da espada japonesa sofreu duros choques. O Japão se unificou internamente e foi instituída uma lei proibindo os camponeses de possufrem espadas, além disso a inflação e a queda na qualidade do aço produzido fez com que as espadas caíssem de qualidade e fez também com que os cuteleiros aumentassem as suas produções fazendo espadas medíocres.

Em 1876, após a restauração MeUi a classe dos samurais foi formalmente abolida, com isso muito acreditaram que a construção de espadas estava fadada ao fim, mas o interesse pelas espadas como arte começou a crescer e com isso alguns cuteleiros foram capazes de manter as suas produções

Gendaito

Espadas feitas a partir da era Meiji são chamadas de espadas modernas ou Gendaito. Essas espadas foram muito influenciadas pelos militares japoneses, foram feitas muitas delas para oficiais japoneses. Estas espadas apesar de possufrem as mesmas formas de uma espada tradicional, não possuem as suas características principais, ou seja, o fato de serem feitas a mão e com um aço não industrial. Hoje essas espadas não são registradas pelo governo japoneses e muitas vezes o governo pede para que elas sejam eliminadas.

A espada e suas principais características

A espada japonesa não é apenas uma lãmina de metal, mas sim uma união de diversas características que a tornam muito especial e uma obra de arte única, as principais características que devem ser observadas em uma espada japonesa são:

A Forma

Conhecendo-se a forma da espada, consegue-se saber para que fim ela foi desenvolvida, o período e de que escola ela deriva. Pelo fato de ser feita à mão sua forrna pode ser considerada única.

O Hamon

O Hamon é o padrão de cores que existe na lamina da espada. Sua função é apenas estética, mas requer uma técnica muito especial para a sua construção. Para criar o padrão o cuteleiro o desenha na lãmina com um ti~o de barro e então aquece a lãmina até uma certa températura e então a esfria em água. E graças a capa de barro que o metal é resfriado de forma desigual criando assim os belos padrões.

Assinatura do cuteleiro

O cuteleiro quando termina uma espada e esta atingiu todos os padrões de qualidade exigidos por ele, então este satisfeito assina o seu nome no tang da espada, que é a empunhadura da lâmina, aonde não foi polida. No tang, além da assinatura, podem estar escritas outras informações como o ano de fabricação.

Qualidade do aço

A qualidade do aço está muito relacionada com o período no qual a espada foi feita e com os recursos utilizados para a fabricação do aço. Como exemplo as espadas Koto possuem um tom cinza escuro, já as espadas Shinto possuem um tom mais claro.

Hada

É o projeto visível do grão do aço da espada, ou seja, a textura presente na lâmina. É oresultado da maneira que a espada foi dobrada durante o forjamento. Hada pode ser dificil para que o novato interprete e é obscurecido facilmente por uma lâmina deficientemente lustrada que seja manchada ou oxidada.

Estágios da Construção de uma Espada

Para a completa construção de uma espada e de todas as suas partes são necessárias muitas etapas que vão desde a criação do aço utilizado até a construção de sua bainha. Hoje muitos cuteleiros se especializaram em algumas etapas da criação, ou seja, um cuteleiro faz a lâmina, outro é responsável pelo polimento, outro pelo habaki e outro pela bainha, isso faz com que a espada seja o mais perfeito possível em todas as suas características.

Criação do aço

É a primeira e mais importante etapa da fabricação da espada. O tamahagane, que é o aço japonês, é feito em pequenas fundições chamadas tatara. Este aço chega ao cuteleiro em uma forma meio bruta, aonde este refina o aço até o estado desejado.

Forjar o aço

É neste estágio que a espada começa a tomar forma, o bloco de metal começa a tomar forma e chega a ser dobrado dezenas de vezes até atingir o ponto exato do cuteleiro. Ê neste estágio que se coloca a jaqueta de metal mais duro na lâmina.

Eliminar irregularidades

O cuteleiro praticamente raspa a espada para retirar algumas imperfeições.

 

Hamon

 
Depois de retiradas quaisquer imperfeições, o cuteleiro prepara para ser usado na criação do Hamon. Nesta etapa a espada com o barro é aquecida e rapidamente resfriada. É a variação na temperatura do barro com o metal que cria os desenhos do Hamon.

Correção da Curvatura e Polimento Grosso

Estas etapas são realizadas logo após o Hamon

Sulcos e Figuras Decorativas

Os sulcos são feito paralelamente a lãmina cortante. As figuras decorativas são escavadas na lãmina e possuem temas variados como dragões, flores e temas relacionados a Buda.

Dando Forma ao Tang e Assinando a Lâmina

O cuteleiro dá forma ao Tang e se o trabalho for considerado bom, assina seu nome no Tang. Além do mais, caso queira, poderá colocar data e outras informações.

 

O Polimento

O polimento pode ser considerado uma arte por si próprio, requer muita técnica e atenção. Um polimento mal feito pode estragar todo o trabalho anterior. E no polimento que a lãmina mostra toda a sua beleza, são usados diversos tipos de pedras para amolar, entre as quais várias de tamanho mínimo.

O Habaki

Após o polimento da lâmina, esta já está pronta para receber o Habaki, que é uma peça de metal decorado que é colocado como um separador entre a lâmina polida e o Tang. O Habaki, além de decorar a espada, tem a função de manter a lãmina fixa na bainha, sem deixa-la escorregar. O Habaki é muitas vezes ornamentado com ouro e cobre

A Bainha e a Empunhadura

A bainha da espada japonesa é feita da madeira de uma árvore chamada Ho. A bainha consiste de duas peças de madeira que são talhadas internamente na forma da espada, e então unidas. Depois de unidas a bainha é polida e está pronta para ser decorada. A empunhadura também é feita do mesmo material da bainha, e além disso ela também segue a mesma forma da bainha.

Conclusão

A espada japonesa já teve altos e baixos em sua história e pensou-se muitas vezes que ela fosse desaparecer, mas hoje a arte da fabricação das espadas está talvez mais viva do que jamais esteve.

O que leva hoje, apesar da modernidade existente em todas as casas, a Internet que facilitou a comunicação entre povos, pessoas a fazerem movimentos que eram realizados à séculos pelos antigos guerreiros, a vestirem-se com roupas tradicionais e a empunharem uma espada, seja ela de aço ( katana ), madeira ( Bokken ou Bokuto ) ou bambu ( Shinai - usada na luta de Kendô ), não é relacionada à vontade de vencer um oponente em um duelo ou a querer participar de uma batalha na conquista de um castelo, o que nutre esta vontade de aprender tal arte é o espírito que existe por trás de cada movimento, o sentimento ao aplicar um golpe e principalmente à realização de sentir que conforme os dias se passam, mais coisas são compreendidas e que a essência da vida pode ser obtida, não por um oráculo ou adivinho, mas por qualquer um. A realização em saber que todos nós fazemos parte de um grande conjunto, que todos são peças importantes e que cada ato contribui para a melhoria de nossa vida e de outras pessoas, gera uma energia maravilhosa e muito bonita, e que o "Caminho da Espada " é um dos meios de se buscar isto e conseguir assim a felicidade.

A espada é um símbolo da cultura japonesa, e por isso protegida pelo governo com leis e, é um de seus tesouros vivos, é um objeto de arte único que cada vez mais atrai a atenção do ocidente e provavelmente deve continuar a existir e expandir por muito séculos.

Elwyn Hall e seu treino!







Elwyn Hall é um Shotokan Karate-ka e um grande êxito competitivo lutador. Ele 
tem também como um boxeador treinado por algum tempo. Ele foi convidado a comentar sobre a formação 
métodos e ele explicou que "tomar por exemplo inverso ponche. Você socos no ar, você 
punch seu parceiro de formação, sempre controlado técnica. Uma das coisas que eu 
compreender é que aquilo que você pratica, você acabará por obter a melhor, e que 
você não praticar não vai ficar melhor em. Acho que você precisa realmente praticar 
totalmente liberada impacto, a fim de desenvolver plenamente utilizáveis techniques.the sucesso 
karaté concorrente desenvolve grande velocidade, controle, equilíbrio e agilidade, mas não 
necessariamente grande potência. Mas para o sucesso em um verdadeiro conflito de preparação necessidades 
para ter um cenário ligeiramente diferente, ou seja. diferentes distância, maior 
impacto, as diferentes posições corporais. Para colocá-la simplesmente, a preparação deve caber 
a arena. "10 

Para um ponche de ser eficaz no combate real é necessário que o golpe de 
penetrar no alvo e não simplesmente tocar a superfície. É conhecida a partir de investigação 
realizado em 1979 que é um soco atinge velocidade máxima de cerca de 7,5 metros por 
em segundo um pouco mais de três quartos da extensão do arm.11 Resulta 
que, para um karate-ka de gerar um impacto máximo seu punho deve acertar o seu adversário 
corpo quando o braço está viajando à velocidade máxima, no entanto muitas vezes aquilo que muitas vezes ver 
é o golpe desembarque em extensão completa, isto é, no exato momento em que o punho é 
desacelerando para uma parada. Hirokazu Kanazawa sensei adverte contra isso quando 
explicando os métodos de treinamento hyoteki, ou metas. Ele diz que "em geral cada 
execução de Tsuki, Keri uchi ou deveria ir além da meta de aproximadamente 10 cm. 
por duas razões principais. 

"Em primeiro lugar, para evitar correr o risco de um verdadeiro encontro, de ser incapaz de 
adiantamento do impulso através do corpo de um adversário, o sistema nervoso e as 
diferentes funções motoras estar habituados ao "Não há contacto" (Sundome) prática. 
Estamos nos referindo a uma eficiência de karatê em que a concorrência é válida em uma verdadeira 
encounter.Secondly, é paradoxal que, após uma formação que o real 
sentimento de «dar um golpe" é, que nós percebemos a importância do controle ou 
sundome. "12 

No karatê, as competências são desenvolvidas em uma série de formas, incluindo a trabalhar com um 
parceiro para praticar muitos sparring métodos que vão desde kata aplicação ou 
bunkai ao pleno contacto sparring. Para melhorar a qualidade de um karate técnicas 
número de ferramentas se desenvolveram ao longo dos anos. Algumas são muito tradicionais, enquanto 
outros fazem uso de tecnologia até o momento, mas todos eles têm uma grande vantagem 
sobre formação profissional em nada, pois eles geram comentários para que o estudante possa corrigir 
próprio. Gichin Funakoshi assinalou que "O que você tem sido ensinada por escuta 
para os outros "palavras que você vai esquecer muito rapidamente, o que você aprendeu com o seu 
corpo inteiro você vai se lembrar para o resto da sua vida. "13 Aqueles que regularmente 
comboio com equipamento sabe ser esse o caso, ea sua compreensão do 
qualidade das suas técnicas não descansa sobre a opinião subjetiva de um 
instrutor ou qualquer outra pessoa. 

Espelho / Video Camera 

Assistindo você praticar técnicas em um comprimento total é um espelho muito útil 
forma a corrigir a forma do seu técnicas. Erros de postura ou alinhamento corporal 
são facilmente visíveis e podem ser facilmente corrigidos. Usando uma câmera de vídeo de fita 
você é ainda melhor que a fita pode ser repetido, se necessário, em câmara lenta, 
para destacar os pontos fortes e fracos no desempenho de karaté técnicas. 
Identificar claramente uma falha é o primeiro passo fundamental para eliminar o erro; 
simplesmente praticando técnicas, sem qualquer forma de correção vai quase de certeza 
fazer uma falha pior. 

Makiwara 

O fundador do Shotokan Gichin Funakoshi escreveu "A seiken é verdadeiramente a vida de 
karate-do, e do Karate-ka não pode negligenciar a constante formação dos seus punhos, 
nem mesmo por um dia. Sem um poderoso soco, seu kata e Kumite vai falta 
autenticidade e seu movimento não será diferente da dança. 

"Em certa medida, básico e kata são úteis no reforço da sua punhos. Mas 
em qualquer dos casos, você só são Puncionamento ar portanto, não há resistência ou resposta, 
e nunca ter tido a oportunidade de testá-lo, você pode realmente não têm confiança nos 
o soco. Este é o lugar onde o makiwara desempenha um papel importante. 

"No karate-do, o makiwara é usada para reforçar não só o punho, mas a 
praticar o uso da espada mãos, cotovelos e pés. O poder por trás dos explosivos 
karaté greves e chutes podem ser atribuídos a uma formação com o makiwara. "14 

O makiwara por vezes tem sido chamado de "bigorna de caratê". É muito simples 
peça de equipamento efectuada por uma fixação Puncionamento pad, tradicionalmente fabricado a partir de 
palha, com um comprimento de madeira flexível, que poderá ser enterrado no solo ou 
garantidos firmemente a uma placa base de alguma forma. Ele pode ter sido obtidos a partir de várias 
tipos de "madeira manequins" utilizados pelos artistas marciais chinesas, mas o makiwara tem 
Okinawan sido muito utilizados pelos artistas marciais para treinar os seus golpes, greves e 
chutes. 

Um desenho de um Okinawan formação sobre um makiwara (abaixo) foi incluído no Nanto 
Zatsuwa (Vários Escritos sobre o Sul do Reinos) escrito em 1850 por um 
Japonês samurai de Satsuma chamado Sagenta Nagoshi. 

Formação em um makiwara é relativamente simples. A palha é batida com almofada 
todas as armas naturais do corpo, com o nível de impacto gradualmente crescente 
como o estagiário aprende a poder transmitir correctamente para o alvo, sem 
danos a si próprio. Quando sopra forte pode ser atingido a partir de uma posição 
diversos tipos de evasão footwork e corpo são adicionados criando treinos que desenvolvem 
a capacidade para lançar poderosos ataques a partir de uma variedade de ângulos. Afirma-se frequentemente 
que a formação sobre o makiwara ou similares tipos de equipamento é perigoso, porque 
das inevitáveis prejuízos para o primeiro impacto causado pela constante contra um duro 
superfície. De acordo com um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine 
em 1985, "a longo prazo e de rotina prática de karaté não parece predispor à 
início precoce da osteoartrose ou tendinite nas mãos e punhos desses
estudadas. " 

Mas Oyama, o fundador da Kyokushinkai Karate era um acérrimo crente em makiwara 
treinamento. Ele tinha as mãos x-rayed em 1955 e em 1970, nenhuma evidência de qualquer tipo de 
doença degenerativa foi encontrado ea densidade eo tamanho dos seus ossos e articulações 
Foram normal.15 

Embora possa não ser geralmente recomendada como um método de formação, existem algumas 
indivíduos que tenham desenvolvido muito poderoso socos por bater muito duro metas. 
Um exemplo extremo foi o do boxeador "Two Ton" Tony Galento que, de acordo com 
boxe escritor Arthur Helliwell "concentrado em endurecer o seu presunto-como punhos por 
batendo-os contra uma parede de tijolos até que lhes fosse carne vermelha. Como um resultado que 
se tornou tão forte que ele podia socar seu caminho através de uma sólida porta sem prejudicar 
suas mãos. "16 

Alguns instrutores de boxe chinês e indiano Kalari alegação de que métodos de treinamento 
que envolvem difícil encontrar um alvo são perigosas como o coração pode ser danificado. 
Eles acreditam que o choque produzido quando o primeiro atinge a meta viaja até o 
braço e danos ao coração. Se essa teoria realizada qualquer validade que seria de esperar para ver 
entre blacksmiths doença cardíaca, e aqueles que utilizam regularmente rebite armas ou estrada 
treinos. Tanto quanto sei, ninguém jamais fez esta ligação, e estas advertências 
não têm qualquer base é a compreensão científica do corpo humano. 

Focus Pads 

Foco almofadas, também conhecido como gancho e espetadela blocos foram originalmente utilizadas pelos pugilistas para 
aguçar seus socos. Eles foram logo tomadas pelo karate-ka, que perceberam que 
eles poderiam ser usados para treinar todas as técnicas de karatê flagrante. Apesar de 
muitas pessoas acreditam que esta peça de equipamento era popularised por Bruce Lee, 
formação com o foco em blocos parecem Mas. Oyama o livro O que é o Karate? 17 

Kick e Punch Sacos 

O objetivo do treinamento sobre o soco saco é desenvolver poderosos ataques com as mãos 
e pés. O pugilists do Prémio Anel utilizados vários métodos para desenvolver um forte 
socos. Peter Robinson (aka Rafferty), foi um século XIX nua jarreta 
lutador. Ele ensinou seus filhos, Harry e Johnny ao murro por "punchin 'sacas de grãos 
até as mãos sangraram. Peein 'sobre eles até a sangrar' parou e, em seguida, o mesmo 
no dia seguinte. Till Harry e Johnny podia socar anythin «sem Breakin 'pele" 18. 
Como a formação de pugilistas se tornou mais sofisticada sacas de grãos etc foram substituídas 
com sacos de diferentes pesos. RG Allanson-Winn escreveu em 1897 que "bater em 
o saco, dizer para dez minutos, duas vezes por dia, irá, em conjunto com o boxe, 
obter a porção superior do corpo utilizada para o esforço de longa duração continuou Puncionamento. 

"O Puncionamento-saco deve ser bem recheado com o rebanho, feno ou pano, e deve 
ser cerca de 3 pés de comprimento, e suspensa a partir de um feixe de forma a que a parte superior 
porção é de cerca de um em nível com a cabeça de um homem comum. "19

Moderna karate-ka também utilizar o saco pesado, sobretudo para a formação 
pontapés técnicas. Frank Brennan recomenda acções de formação sobre a "pesado bag.which I 
consideram importantes para o desenvolvimento de técnicas eficazes e de transmissão de 
poder. Acho que a bolsa trabalho muito revelador em que você compreenda imediatamente se 
um do calendário, distância ou o foco são correctas e, finalmente, penso que o trabalho pesado saco 
muito benéfico para o desenvolvimento de resistência. "20 

Este tipo de treinamento também é encontrada no Japão, em especial, no mais tradicional 
dojo. Roy Estabrook treinados no Yoseikan honbu dojo em Shizuoka, no início dos anos 
1990. Ele explica que "cada sessão começa com o soco saco quando uma variedade de 
socos e ataques com as mãos e cotovelos são praticados seguido por uma completa 
gama de técnicas pontapés. Você deve greve dura, "Sensei me disse," é o saco 
ali para que você possa soltar toda a força. "21 

Air Bags 

O airbag é essencialmente uma versão portátil do punchbag. Resistência à 
socos e pontapés é fornecido por uma câmara de ar insuflado a partir de um carro pneu que é 
confrontados com camadas de espuma. Esta formação é realizada por um parceiro que pode mover-se quer 
para o atacante para jamba sua técnica ou de distância para evitar o golpe. Este, por sua vez, 
melhora do atacante footwork e julgamento de distância e de calendário. Se o 
atacante acerta o saco com um chute ou uma greve, especialmente eficaz será o titular 
deixá-lo saber, este tipo de feedback é inestimável para o atacante para melhorar o seu 
técnica. Feedback é imediata, e se o jogador joga um ou inexactos 
desequilibrado técnica ele se torna consciente do erro sem ter um instrutor 
para corrigi-lo. Esta forma de desenvolver poderosos, precisos chutes é mais eficiente 
de simplesmente chutar fino ar, onde a formação pode tornar-se uma demonstração 
de flexibilidade, ou uma broca, que melhora a resistência aeróbica, mas não penetração ou 
precisão. 

O air bag é também uma ferramenta muito útil para desenvolver bom equilíbrio ea capacidade de 
absorver o movimento de recuo, que pode ocorrer quando o chute acerta uma empresa-alvo. Para aqueles que 
pode ter para treinar por conta própria, ou que preferem treinar em sua própria conta as mesmas 
efeito pode ser obtido por chutar um pneu de borracha que está solidamente fixados a um 
madeira ou metal post. 

Speed Ball 

A velocidade bola é essencialmente um dispositivo para acelerar as reações e desenvolver calendário. 
O melhor tipo na minha opinião características elásticas cabos fixados ao topo e no fundo 
da bola que são fixados ao teto e do piso. Assim que a bola é batida
desloca-se para trás e em frente em uma maneira muito aleatória, que desenvolve o karate-ka's 
capacidade de reagir à evolução das distâncias e ângulos. Uma variação da velocidade bola 
o que eu vi sendo usado por um pugilista profissional é feita por anexando uma bola de tênis 
para um comprimento de elástico que é então fixado à testa. Comece por Puncionamento 
suavemente a bola e tentar manter a bola em movimento por surpreendente que alternadamente com 
ambos os punhos, ou com uma combinação socos fora mão. Com prática, pode manter 
a bola em movimento e, em seguida, adicione footwork, passando para trás, para a frente e lateral 
ao passo que atinge o alvo. A elástica significa que a bola de tênis da Primavera vai voltar 
rapidamente em direção ao seu rosto, por isso você deve estar preparado para qualquer punch, escorregar, ou 
bloco. Embora esta peça de equipamento parece muito estranho, é um grande desafio 
forma de melhorar a sua precisão e Puncionamento calendário. Quando eu comecei a formação com o qual me 
recebeu um bom número de acessos ao meu rosto quando eu mistimed punch; esta 
duplica o efeito de um soco do adversário contra e é uma forma útil para manter 
vossas reacções muito afiada. Esteja preparado para sarcásticos comentários dos seus amigos. I 
apresentou este método para um número de trabalhadores altamente graduadas karate-ka de uma série de estilos, 
muitos dos quais ganharam menção honrosa na competição internacional karate, e naturalmente 
a maioria deles achei muito divertido, mas quando eu pedi para eles e tentar acertar o 
bola de tênis, nenhum deles poderia desembarcar mais de um par de socos sem muito 
extensa prática, o que eu achei divertido! É mais difícil do que o que aparece na 
primeira vista, e os cuidados devem ser tomados quando da formação desta maneira.

Minhas Influências no Karatê

Yoshitaka/Gigo Funakoshi


Yoshitaka Sensei
Yoshitaka/Gigo Funakoshi
(1906 - 1945)

O criador das técnicas modernas do Karate-do japonês



Mesmo tendo falecido jovem, antes de completar 40 anos (primavera de 1945) Gigo Funakoshi (ou Yoshitaka, dependendo de como se lê os dois Kanji que formam seu nome), o terceiro filho de Mestre Funakoshi teve grande influência no Karate moderno. 

Visto que seu pai foi responsável por transformar o Karate de uma mera técnica de luta para um caminho de filosofia marcial (um modo de vida), Yoshitaka foi o responsável por seu desenvolvimento, sob a supervisão de seu pai e auxiliado por outros importantes artistas marciais, uma técnica de Karate que definitivamente distinguiu o Karate-do japonês da arte de Okinawa, dando-lhe um sabor japonês completamente diferente. 

Yoshitaka começou seu treinamento de Karate formalmente quando tinha 12 anos de idade, mas muito antes ele já tinha tido contato com o Karatê. No livro de Mestre Funakoshi Karate-do: o meu modo de vida, o mestre conta como ele sempre treinava Karate com seus mestres, Y. Itosu e Y. Azato na companhia de seus filhos, eles podiam assistí-lo executando os kata, e então os mestres podiam perguntar às crianças sobre eles também. 

Apesar de não possuir uma estatura alta, ele era extremamente forte para seu tamanho. Ele chegou a ser realmente um fenômeno no campo das artes marciais, atingindo um extraordinário nível técnico e a maestria do Karate-do. Ele foi considerado, e continha o sendo por muitos, o melhor karateca que já existiu, pelo menos tecnicamente e fisicamente, foi dito que Mestre Shigeru Egami considerou ele um gênio do Karate. Egami também contou como Yoshitaka treinou com seu makiwara: "Seu soco era incrível, ele tomava distância do alvo como se estivesse motando num cavalo (kiba dachi) e disparava seus socos contra o makiwara da posição na qual seus braços saiam da altura de sua cintura, sem usar muito o quadril. A potência de seus socos era inquestionável e ele avançava com todo o peso de seu corpo fazendo multiplicar essa força. Frequentemente ele quebrava o makiwara em dois. Tendo isso como exemplo nós tentávamos sempre imitá-lo e treinávamos muito duro com o objetivo de quebrar o makiwara". ("The Way of Karate, Beyond Technique", Shigeru Egami). Existem muitas histórias sobre as façanhas de Gigo, mas atualmente é difícil distinguir o que é verdade do que é lenda. 

Quando tinha apenas 7 anos, ele foi diagnosticado como sendo portador da Tuberculose, uma doença letal antes de serem descobertos antibióticos especiais, e os médicos estimaram que ele não passaria dos 20 anos de idade. Yoshitaka parecia decidido, em parte devido a sua doença, que treinaria com toda a sua energia, para atingir o nível mais alto possível na arte do Karate, antes de perder na luta contra a morte. 

Sua garra e força física tornaram-se o instrumento da criação de novas técnicas. Extendendo a criação de seu pai, Gigo foi o criador técnico do Karate moderno. Assim, onde as técnicas davam ênfase ao uso e desenvolvimento dos membros superiores, Yoshitaka descobriu novas técnicas de perna, Mawashi Geri, Yoko Geri Kekomi, Yoko Geri Keage, Fumikomi, Ura Mawashi Geri [embora eu tenha sido informado de que Kase sensei foi o responsável por essa técnica] e Ushiro Geri. Tudo isso tornou-se parte do grande arsenal da antiga estilo de Okinawa. As técnicas de perna eram executadas levantando-se o joelho muito mais rápido do que nos estilos anteriores, e o uso dos quadris foi enfatizado. 

Outros desenvolvimentos técnicos foram: o giro do tronco para uma posição semi-frontal (hanmi) quando bloqueamos; o giro do tronco para frente com a rotação do quadril quando atacamos, a idéia principal era desferir o ataque utilizando todo o corpo. 

Yoshitaka insistiu no uso de curtas distâncias e ataques profundos, técnicas complementares, coisa que o distinguiu imediatamente do Karate de Okinawa. Ele também deu importância ao oi zuki e gyaku zuki. As sessões de treinamento eram muito exaustivas, durante elas, Gigo esperava que seus alunos dessem o dobro de energia que eles colocariam em uma luta real, assim eles estariam certamente preparados para se manter em pé numa situação real. 

Mestre Gichin Funakoshi aprovou sem exceções, mesmo que o que ele ensinou, às vezes, ao menos aparentemente, contradizia o que seu filho estava ensinando. Gigo sempre foi muito respeitado pelos estudiosos do Karate e por seus alunos, além de não ver impedimento algum na evolução do até então chamado estilo Shotokan, e nunca criou conflitos entre Mestres e alunos. 

Sob a liderança de Gigo grandes mudanças vieram à tona entre 1930 e 1935. A maioria delas relacionada ao kumite. Visto que seu pai deu mais enfase aos kata, Gigo desenvolveu técnicas de treinamento para a luta. Primeiro ele criou o Gohon Kumite (treino combinado com cinco ataques em avanço), um sistema semelhante ao usado no Kendo, uma arte que Yoshitaka também praticou e estudou sob a supervisão do Grão Mestre Hakudo Nakayama, de onde ele obteve importante inspiração para os futuros desenvolvimentos no Karate. Em 1933 ele havia estabelecido o Kihon Ippon Kumite (treino combinado de um passo por vez) seguido pelo Jiyu Ippon Kumite, semelhante ao Kihon Ippon Kumite mas em movimento (Yoshitaka gostava bastante dessa forma de Kumite), e tudo isso inspirou o kata TEN NO KATA. Esse processo terminou com a luta livre, Jiyu Kumite, em 1935. 

Dentre os muitos karatecas que participaram do time de treinamento e desenvolvimento envolvendo Gigo estavam Shigeru Egami e Genshin Hironishi. 

Em 1936 foi publicado o livro Karate-do Kyohan, onde estavam incluídos os métodos básicos de luta mas na maioria estavam inclusas alterações nos Kata, seguindo um novo conjunto de técnicas estabelecidas. Esse livro representou claramente o nascimento do Karate-do como uma nova arte marcial japonesa, finalmente crescendo de sua herança okinawana, isso ficou muito claro ao se estabelecer a alteração do kanji para "Kara" e também pela renomeação dos Kata com nomes japoneses que soavam "bem". 

Yoshitaka e Gichin Funakoshi publicaram um novo livro em 1943, Karate-do Nyumon, onde Yoshitaka disse ter escrito a parte técnica e seu pai os capítulos iniciais e a seção histórica.

Como todo mundo sabe, infelizmente para o mundo do Karate, como resultado de uma vida em condições muito difíceis durante a 2a. Guerra Mundial em conjunto com o treinamento muito duro e impiedoso, a doença que o seguiu por tantos anos levou-o a morte, assim a estrela brilhante que Gigo representou para o Karate foi extinta. 

Os Samurais e o Karatê

  O nome samurai é associado no ocidente à imagem do guerreiro, do lutador, mas pouca gente sabe que foi a classe dominante no Japão no seu período de maior calmaria social e que os verdadeiros samurais cultivava a busca do equilíbrio entre o caminho da espada e da pena. 
     Pelo caminho da espada se entenda: a habilidade na esgrima propriamente dita como também habilidade em todos tipos de armas e o entendimento das estratégias de combate, que era o que mais freqüentemente decidia o resultado da batalha; e pelo caminho da pena, que nenhum samurai verdadeiro se descuidava.
     O curioso é que o ocidente mitifica o oriente (decerto para torná-lo apenas admirável e não alcançável) e o samurai, de administrador sagaz e lutador completo é transformado aos olhos nossos em soldado fiel e truculento, imagem que nem de longe faz juz às suas (muitas) habilidades não combativas que dominava por força de sua própria formação. 
     Os japoneses crescem aprendendo que são um povo especial, amando a terra em que nasceram e aprendendo desde cedo a importância da introspecção, uma defesa clara contra o choque psicológico de morar em ilhas superpovoadas assolada por tempestades e terremotos constantes, os samurais não fugiam desta regra, antes, por fazerem parte da classe dominante e, pelo menos inicialmente não tendo as responsabilidades do poder propriamente dito, ajuntavam a este sentimento uma erudição de monta. 
     Sob forte influência das religiões (Budismo zen, Xintoísmo e Confuncionismo) que proliferavam no Japão de então, eles criaram seu código de honra e viviam por ele: o Bushido, que literalmente se traduz por "Caminho do Guerreiro" e surgiu no Japão entre as eras Heian e Tokugawa (séculos IX-XII).

"Não tenho pais, faço do Céu e da Terra meus pais; 
Não tenho lar, faço do saika tanden meu lar; 
Não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder; 
Não tenho meios, faço da docilidade meus meios; 
Não tenho poder mágico, faço da personalidade minha magia; 
Não tenho vida nem morte, faço do eterno minha vida e minha morte; 
Não tenho corpo, faço da força meu corpo; 
Não tenho olhos, faço do relâmpago meus olhos; 
Não tenho ouvidos, faço da sensibilidade meus ouvidos; 
Não tenho membros, faço da prontidão meus membros; 
Não tenho leis, faço da auto-proteção minha lei; 
Não tenho estratégias, faço da liberdade de matar e ressuscitar minha estratégia; 
Não tenho forma, faço da astúcia minha forma; 
Não tenho milagres, faço da justiça meus milagres; 
Não tenho princípios, faço da adaptabilidade meu princípio; 
Não tenho táticas, faço da rapidez minha tática; 
Não tenho amigos, faço da minha mente meu amigo; 
Não tenho inimigos, faço da imprudência meu inimigo; 
Não tenho armadura, faço da benevolência e da retidão minha armadura; 
Não tenho castelo, faço da mente inamovível meu castelo; 
Não tenho espada, faço do sonho de minha mente minha espada."

     Os samurais não tinham medo da morte e a noção  de honra inspirava-os uma lealdade como se viu poucas vezes na história. Quando um samurai perdia o seu Daymio (título do senhor feudal, chefe de um distrito) ele se tornava um RONIN, o que era um problema, pois não conseguindo ser contratado por outro e não tendo quem provesse o seu sustento, freqüentemente tinha que vender sua espada ou para poder sobreviver ou se entregar ao banditismo. 
      O ocaso dos samurais iniciou  quando as táticas de guerra incluiram as armas de fogo, o que exigia maior número de soldados que a qualidade destes soldados, e a honra e a habilidade pessoal de combate perderam espaço para o volume,mas o valor destes guerreiros não se perdeu, pois mesmo depois de  serem extintos oficialmente seu espírito permaneceu e norteou a reconstrução do país quando foi desmantelado após a Segunda Guerra mundial...

O Caminho Do Guerreiro

“Para converter-se em um sábio é necessário transitar pelo caminho do guerreiro.

Um guerreiro não é alguém  que vai à guerra matar pessoas e sim aquele que demonstra integridade em todas as sua ações e um controle sobre sua própria pessoa.

Um guerreiro vive cada momento de sua vida, sem orientar-se pela complacência ou pelo lamento, sem ganhar ou perder, está sempre alerta e lúcido a tudo que o rodeia. Age com abandono de si mesmo de maneira impecável.

A impecabilidade do guerreiro evoca uma atitude  interior, uma luz que se aproxima notavelmente da humildade e a aceitação de viver imerso na eternidade, transformando cada circunstância vital em um desafio vivo e sincero. Ninguém nasce guerreiro. O caminho continua até o final de nossas vidas.”

(Carlos Castañeda)

 

Ao tomar contato com este texto de Castañeda,  imediatamente  surgiu em minha  mente  a figura do líder, considerado como a pessoa-chave no processo organizacional.

Já presenciei depoimentos de alguns gerentes que, com  dificuldades em assumir seu papel de liderança,  afirmaram  não saber por onde começar a sua trajetória de desenvolvimento.

Minha resposta sempre é mesma: “Você já começou. O ser humano só muda quando percebe a necessidade e demonstra querer ser melhor do que é hoje”

Uma das condições para o gerente se tornar líder é desenvolver e ampliar cada vez mais sua competência  de relacionamento. Um líder só é líder se olhar para trás e enxergar seguidores. Ninguém lidera sozinho.

Administrar coisas é fácil. Liderar é o  grande desafio!

Tudo se inicia pela própria pessoa.

Somos por natureza imperfeitos. Entretanto, estamos em constante evolução.

Carregamos em nossa bagagem toda uma história de vida, construída por valores, crenças, preconceitos, experiências e aprendizados, que precisam ser renovados.

Imaginem um viajante que por toda a sua vida, carrega um baú  sem trocar no seu conteúdo. Provavelmente, ao final de um determinado tempo, estará carregando objetos  obsoletos ou que já não são  mais essenciais. Alguns poderão até pesar e dificultar sua trajetória.

A atitude mais adequada do viajante seria retirar estes objetos e renovar com outros mais importantes.

Assim  como o viajante,  de tempos em tempos,  precisamos parar e  avaliar  o que estamos carregando  - realinhar nossa “bagagem”.

Neste artigo, vão algumas dicas para iniciar o caminho do guerreiro.

 

AS ESTRATÉGIAS DO GUERREIRO

O comportamento guerreiro pode se manifestar de forma intolerante ou construtiva.  A última conduz à sabedoria e referenda as ações de liderança.

Como age o guerreiro?





GUERREIRO



COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA

•       Fomenta o espírito de luta para atingir resultados significativos.

•       Capacidade de automotivação, de energizar pessoas obtendo adesão e resultados dos liderados, sensibilizando-os para lutar por um projeto coletivo.

•       Age como os guerreiros épicos, colocando limites e  preparando-se para proteger seu reino das  ameaças externas.

•       Habilidade estratégica, percepção de oportunidades e ameaças através do monitoramento das variáveis de mercado.

•       Arma-se de coragem, lealdade, integridade, disciplina e perseverança  na busca de seus sonhos.

•       Capacidade empreendedora, iniciativa e construção de times  de alto desempenho.

•       Consegue alianças e parcerias através de um comportamento ético, pautado pela sensibilidade no trato e na convivências com as pessoas à sua volta

•       Formação e fidelização de   uma rede de relacionamentos.

•       Alia os interesses coletivos aos interesses pessoais.

•       Visão sistêmica, aliada a uma missão pessoal.

•       Trata  com justiça os seus soldados

•       Reconhecimento de potenciais e talentos dos colaboradores e pares.

•       Canaliza sua energia e agressividade, com coerência e habilidade, para objetivos construtivos.

•       Flexibilidade e  assertividade nas ações.

•       Toma decisões orientando-se pelo  coração e pela razão.

•       Equilíbrio e bom senso.


domingo, 7 de junho de 2009

História da Associação

A associação tsuchi - do fundada em 2003, através de um projeto de karate na escola da familia, atua hoje com 35 alunos em duas redes do Estado de São Paulo, trabalhando com o karate - do a partir de seus principios filosóficos e diciplinares vindo da segunda guerra.
Filosóficamente dizendo, tsuchi - do significa o caminho que você constrói a partir dos seus ideais, tsuchi = terra que é = caminhos = escolha = desafios.